HISTÓRICO
DA UNEGRO
A União de Negros pela Igualdade
(Unegro) foi fundada em 14 de julho de 1988, em Salvador,
na Bahia, por um grupo de militantes do movimento negro para
articular a luta contra o racismo, com a luta de classes e
contra as desigualdades de gênero. Seu principal objetivo
é transformar o Brasil numa nação socialista
e multiracial. Hoje, está presente nos estados da Bahia,
São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Minas Gerais
e Rio Grande do Sul.
Desde a sua criação participa ativamente dos
principais atividades do movimento negro no Brasil, contribuindo
com a construção, mobilização,
divulgação e execução de eventos
e campanhas como o Dia Internacional de Luta pela Eliminação
do Racismo, o Dia Nacional da Consciência Negra, o Movimento
Brasil Outros 500 Resistência Negra, Indígena
e Popular, que culminou com o protesto de Porto Seguro, em
22 de abril de 2000, a marcha à Brasília pelos
300 anos da imortalidade de Zumbi dos Palmares em 20 de novembro
de 1995, além da Marcha Zumbi + 10 em 22 de novembro
de 2005.
A Unegro desempenhou papel importante na construção
do I Encontro Nacional de Entidades Negras, no Congresso Continental
dos Povos Negros das Américas, nos encontros nacionais
de mulheres negras, de trabalhadores e sindicalistas anti-racismo
da CUT (Central Única dos Trabalhadores), da Conferência
Nacional contra o Racismo e da III Conferência Mundial
Contra o Racismo, Discriminação Racial, Xenofobia
e Intolerância Correlata, realizada em Durbam, na África
do Sul em 2001.
Desenvolve ainda campanhas contra a violência policial
e articula os fóruns de entidades negras nos estados
em que está organizada. Realiza debates e seminário,
como as Jornadas do Ferro, do Barro, das Folhas com o objetivo
de contribuir resgate e fortalecimento da identidade cultural
e religiosa do Candomblé e combater a intolerância
religiosa. Organizou o Projeto Negro Cidadão, em 1998,
em São Paulo, com elaboração de cartilha,
explicando os direitos existentes e negados à maioria
negra e as formas de exigi-los.
Realiza periodicamente seminários estaduais e nacionais
com o objetivo de consolidar a atuação da entidade
nos estados em que está presente, reforçar a
luta contra o racismo, além de articular atividades
para denúncia e combate da desigualdade de classe,
raça e gênero no Brasil. É membro titular
do Conselho Nacional de Promoção da Igualdade
Racial da SEPPIR e do Conselho Estadual de Segurança
Alimentar da Bahia. Criou em 1995, o Troféu Clementina
de Jesus, no qual homenageia personalidades negras nos vários
ramos de atividades.
Com esta atuação, a União de Negros
pela Igualdade se transformou num pólo efetivo de reflexões
e organização dos negros brasileiros para a
luta contra o racismo. Apesar de contar com poucos recursos
materiais, pois sua sustentação básica
vem da contribuição financeira voluntária
dos seus militantes, nestes 18 anos de existência, a
organização acumulou um capital político
que a credencia como uma das principais interlocutoras do
movimento negro brasileiro.
Projetos desenvolvidos
- Combate a DST/AIDS – campanha de
prevenção, distribuição de preservativo
e encaminhamento à rede de saúde pública
– Salvador/Ba;
- Projeto Ponto de Cultura UNEGRO –
formação e capacitação de adolescentes
e jovens, em condição de vulnerabilidade social
e pessoal, em computação gráfica, além
de oferecer oficinas de teatro, hip-hop, literatura, educação
ambiental, capoeira e identidade negra.
- Projeto Exu em Debate – ciclo
de seminário que busca valorizar e preservar os originais
atributos de Exu/Nzila/Elegbara a fim de combater a intolerância
religiosa contra o Candomblé. O seminário
nas suas três edições – 2004,
2005 e 2006 – já reuniu cerca de 1.500 pessoas,
além de ser amplamente divulgado pela mídia
baiana.
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