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Brasileiro não se preocupa em cuidar da saúde dos olhos

26/Jul/2012 Por Juliana Siqueira - OTempo


As pessoas não têm prestado muita atenção aos problemas que podem ter na visão. É isso o que indica a pesquisa intitulada "Índice Global da Saúde dos Olhos", realizada pela indústria multinacional de produtos oftalmológicos Bausch+Lomb e lançada neste mês.

O levantamento foi desenvolvido em 11 países, inclusive no Brasil. O objetivo era saber a percepção das pessoas sobre a especialidade médica e a frequência com que elas vão ao oftalmologista. De acordo com a Bausch+Lomb, a iniciativa visa promover ações que conscientizem a população acerca da importância de se preocupar com os olhos. Segundo os médicos, essa é uma forma de evitar até mesmo doenças graves, como catarata e glaucoma.

Segundo a pesquisa, nos últimos 12 meses, 47% dos brasileiros visitaram o oftalmologista - a recomendação da Sociedade Brasileira de Oftalmologia é que as pessoas consultem o especialista uma vez por ano. Mesmo longe do ideal, o resultado surpreendeu "positivamente" pelo índice apresentado no que diz respeito aos cuidados com os olhos, conforme explica o presidente da Bausch+Lomb, Ricardo Ogawa. Segundo Ogawa, a expectativa é que esse número praticamente dobre em um prazo máximo de dois anos.

Apesar de nem todos estarem atentos aos cuidados que devem ser dispensados à boa visão, os dados da pesquisa revelam ainda que a possibilidade de perder a visão é algo que assusta a população. Quase 70% dos entrevistados afirmaram que, se pudessem escolher, diminuiriam dez anos de vida ou até mesmo sacrificariam uma parte do corpo para não ficarem cegos.

Avaliando todas as regiões brasileiras, a Sul e a Sudeste são as que possuem pessoas mais conscientes em relação ao assunto, explica Ogawa. "Existe, ainda, um espaço gigante para melhoria. No Brasil, observa-se que as pessoas têm conhecimento da importância de cuidar dos olhos, no entanto, muitas ainda não visitam o oftalmologista regularmente" conclui, Ogawa.

A pesquisa teve a participação de mais de 11 mil entrevistados e foi realizada nos meses de maio e junho deste ano.




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